
Se você trabalha na área audiovisual, cinema ou produção de conteúdo, com certeza já precisou (ou vai precisar) produzir recursos de acessibilidade para os seus projetos. No entanto, é muito comum vermos profissionais do setor entrarem em contato com a Video
Shack solicitando orçamentos para recursos que, no papel, simplesmente não existem.
Frases como “Preciso de um orçamento para legenda de Libras” ou “Vocês fazem legenda de audio descrição?” chegam com frequência ao nosso atendimento.
Embora a intenção seja excelente — tornar o conteúdo inclusivo —, a terminologia está incorreta. Misturar esses conceitos pode gerar ruído na comunicação e até erros na contratação dos serviços. Vamos entender, de uma vez por todas, o que é o quê?
1. O erro de falar em “Legenda de Libras” ou “Legenda para Surdos”
O termo correto é: Janela de Libras (ou Intérprete de Libras).
Por que está errado?
A Língua Brasileira de Sinais (Libras) não é uma legenda. Ela é uma língua viva, com estrutura gramatical, sintaxe e léxico próprios, independente do português escrito ou falado. Ela é transmitida de forma visual-espacial.
Quando você insere a Língua de Sinais em um vídeo, você adiciona uma Janela de Libras onde um intérprete faz a tradução simultânea do conteúdo. Chamar isso de “legenda para surdos” também é um equívoco conceitual grave, pois ignora que a Libras é a primeira língua (L1) de grande parte da comunidade surda brasileira, enquanto o português escrito é a segunda língua (L2).
2. O erro de falar em “Legenda de Audiodescrição” ou “Legenda para Cegos”
O termo correto é: Audiodescrição.
Por que está errado?
Por definição, uma legenda é um recurso visual textual. Como a audiodescrição é uma ferramenta desenvolvida primordialmente para pessoas cegas ou com baixa visão, uma “legenda de audiodescrição” ou “legenda para cegos” seria um recurso inacessível para quem precisa dele.
A Audiodescrição é uma faixa de áudio adicional. Ela consiste na descrição clara e objetiva de todos os elementos visuais de uma obra (expressões faciais, figurinos, cenários, ações sem diálogo) nos momentos de silêncio do vídeo. Ela é feita para ser ouvida, não lida.
Resumo Técnico para Não Errar no Próximo Briefing
Para facilitar o seu dia a dia e os seus pedidos de orçamento, guarde essa colinha:
A organização temia que a violação de direitos autorais se tornasse excessiva com o acesso tão fácil à tecnologia de gravação. Eles temiam que os usuários domésticos produzissem quantas cópias desejassem dos vídeos comprados na loja, o que impactaria as vendas. Isso levou à criação do Macrovision, um sistema de codificação que evitaria que os usuários fizessem suas próprias cópias de fitas VHS em casa, também conhecido como Copy Guard, ou proteção anticópia. Inventado em 1983, foi lançado no mercado e o primeiro filme a usar Macrovision foi The Cotton Club, de Francis Ford Coppola.
Fale com especialistas
Dominar esses termos não é apenas preciosismo técnico; demonstra respeito pela comunidade que vai consumir o seu conteúdo e garante que o seu projeto atenda às normas de acessibilidade audiovisual com o máximo de qualidade.
Se você tem um projeto cinematográfico, corporativo ou institucional e precisa de tradutores para legendagem e dublagem, produção de Audiodescrição ou Janela de Libras, fale com quem entende do assunto.
Entre em contato com a equipe da Video Shack e garanta que seu conteúdo seja verdadeiramente acessível para todos!
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